Prática de Vida

O Krav Maga surgiu na década de 1940, em Israel, em um contexto de guerras e violência extrema. A partir da necessidade de sobreviver ao horror, Imi Lichtenfeld criou técnicas de luta pela vida utilizando as únicas ferramentas que tinha no momento, o corpo e a mente. No pós-guerra, o Krav Maga se tornou a filosofia de defesa adotada pelo Tzahal, serviço militar israelense, polícia e serviço secreto. No Brasil, a arte chegou na década de 1990, trazida pelo único representante da modalidade na América do Sul à época, Mestre Kobi Lichtenstein.

Somente em 1996 o Krav Maga chegou a Minas Gerais. A primeira turma de 15 alunos se multiplicou e hoje 37 academias no Estado oferecem os ensinamentos da arte, 25 delas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O mentor das atividades da Federação Sul-Americana de Krav Maga em Minas Gerais, Rafi Green, explica os quatro princípios fundamentais da arte de defesa pessoal, que passam a fazer parte da filosofia de vida de quem pratica.

“Desenvolvemos nos alunos a coragem para enfrentar obstáculos, independentemente da dimensão deles; o equilíbrio para controlar as emoções e não permitir que o medo impeça a ação; a paciência, que reflete em uma mudança de postura em relação a si próprio e acontece gradativamente; e o respeito a si e ao próximo, mesmo que ele seja um inimigo. Tudo isso, aliado ao domínio do corpo e da força, deixa o aluno em condições de se defender em situações de extremo risco“, detalha Rafi Green.

Rafi acrescenta, ainda, que o aluno absorve as técnicas de acordo com a sua personalidade, mas é certo que a autoconfiança aumenta consideravelmente em todos os perfis. “A capacidade de ler a situação e agir antes que o contato físico seja necessário fica evidente em alunos com mais de seis meses de prática do Krav Maga. Isso é reflexo do aumento da autoconfiança e da melhora da percepção, por meio dos sentidos, trazida pela arte”, reforça.

Que tal começar a praticar Krav Maga?