Reagir ou não reagir?

 em Krav Maga

O livro “A Filosofia da Defesa Israelense”, escrito pelo Mestre Kobi*, nos traz uma ótima reflexão sobre uma dúvida constante que as pessoas têm sobre o Krav Maga.

Veja abaixo um trecho:

“Sentir a humilhação decorrente de uma agressão, a sensação de ser pisado, reduzido à posição de fracasso. Não importa o tipo de agressão: assalto, briga de rua, estupro, sequestro… Ser agredido fere profundamente a autoestima, é como um golpe no respeito próprio seguido de uma debochada gargalhada…

Não é a perda do relógio, bolsa ou mesmo um carro o que mais perturba em um assalto. Não é a dor física de um soco ou chute o que mais aflige, não é o sexo o que mais humilha em um estupro. Mas o sentimento de ser invadido: este sim destrói intimamente a dignidade.

A consciência da grande probabilidade de se sofrer uma agressão amedronta e lança a questão: reagir ou não reagir? Considerando que não fazer nada é uma maneira de reagir, a pergunta deve ser reformulada: qual é a melhor e a mais segura forma de reagir?

Buscar respostas para esse questionamento é a melhor reação a nossa realidade. Estar preparado é a forma mais segura de se enfrentar o dia a dia violento em que vivemos, lembrando que, em todas as situações, devemos avaliar as consequências de nossas ações.

Reagir não é gerar mais violência, é eliminá-la; não permitindo que ela se alimente com uma reação permissiva. Reagir representa riscos. Não reagir representa riscos. Segurança e riscos caminham juntos! Não reagir é estender a bandeira branca sem lutar. No cálculo custo/benefício de uma reação, a forma de lidar com os riscos será decisiva para garantir a segurança como benefício.

E quando a ameaça é perder a vida? O que poderia ser risco maior? Como o medo de reagir pode nos levar a aceitar a morte sem lutar? Há três formas culturais de lidar com uma ameaça: aceitar e receber a agressão passivamente; fugir ou combater.

Caro leitor, a melhor maneira de enfrentar um conflito é não entrar em conflito. Mas, se o conflito lhe acometer, reaja com a certeza de poder conviver com a lembrança de sua orgulhosa atitude.”

*Introdutor do Krav Maga na América Latina e presidente da Federação Sul Americana de Krav Maga

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